Manifesto do Batuta

Uma frase

O Batuta é a camada aberta de medição de Agent Skills: mede se uma skill funciona de verdade, a que custo, em qual modelo — e publica tudo, imutável, sem lucro.

Não é o 27º roteador do mercado. É o juiz — e funciona com qualquer roteador.

Por que isto existe

Existem hoje dezenas de roteadores de skill. Nenhum deles publica dado. Cada um mede o próprio gol com a própria régua, e por isso nenhum consegue provar que é melhor que o vizinho — nem que serve para alguma coisa.

Enquanto isso, quem realmente resolve problema no mundo — professora, agente de saúde, técnico agrícola, servidor público, dono de padaria — quase sempre não tem dinheiro para modelo caro e não tem como saber o que funciona.

O Batuta entrega o que falta: a receita provada e o custo real.

A estrela-polar

Infraestrutura pública gratuita para que qualquer pessoa, ONG ou governo use IA barata com resultado provado. Educação, saúde, agricultura, gestão pública. Máquina de desenvolvimento global paga por doação. Alvo institucional: certificação Digital Public Good.

A regra de sequência

"Se não funcionar nada no ponto um, os outros não têm sentido."

  1. O Batuta mede skills de código e publica os dados — provar primeiro
  2. Receitas baratas rendem igual às caras — provar com número
  3. Infraestrutura pública global — a missão, que 1 e 2 compram o direito de anunciar

O manifesto anuncia a estrela-polar. O lançamento anuncia só o provado.

Os sete princípios

1. Zero lucro. Zero. Sempre. Ninguém ganha nada — fundadores nem colaboradores. Crédito visível é o salário. Colaborador tem nome no portal e no dataset, nunca dinheiro.

2. Transparência total. Toda doação e todo gasto são públicos. Todo resultado publicado é imutável e verificável por qualquer pessoa.

3. Privacidade. O prompt nunca sai da sua máquina — só hash com sal local, comprimento e identificadores. Enviar dado é opt-in explícito. O relatório local funciona 100% offline: o valor que o Batuta te dá não é refém do upload.

4. Sem conflito de interesse. Não vendemos skill, não vendemos modelo, não vendemos SaaS. O número não tem por que mentir. Nenhum concorrente pode dizer isso.

5. Viés declarado. Quem instala o Batuta já se importa com skills. A amostra é voluntária e não é representativa. O dataset declara isso na cara, sempre.

6. Voto não é nota. O voto decide o que se testa. O teste decide o que entra na receita.

7. Escopo cívico, nunca partidário. Sistemas para educação, esporte e comunicação entre povo e governo — independentes. A gente faz, cada um usa como quiser. Disputa eleitoral fica fora do escopo.

O que garante que o número não é conversa

O juiz é cego. Ele não sabe se a skill disparou. Se soubesse, confirmaria o que a gente quer ouvir, e o número morreria ali.

O juiz não é réu. Modelo nunca julga a própria saída. Julgamento cruzado, sempre.

O juiz é versionado. Modelo, versão e prompt inteiro ficam gravados junto de cada veredito. Juiz que muda sem changelog invalida a série histórica.

Existe grupo de controle. Em 5% dos turnos o roteador se cala de propósito. Sem isso, mede-se correlação e chama-se de causa. O holdout é declarado na cara do usuário, é configurável e é desligável — experimento escondido destrói o projeto.

A corrente não se edita. Cada resultado publicado carrega o hash do anterior. Alterar um registro antigo quebra a corrente na frente de todo mundo. O topo é carimbado fora do nosso controle, periodicamente, com OpenTimestamps.

O que o Batuta admite sobre si mesmo

Credibilidade é o único produto. Um número alucinado ou um registro editado mata o projeto inteiro, e nenhuma boa intenção conserta depois.

Por isso: quando a gente declina ou limita alguma coisa, o motivo se escreve. Quando a gente publica, o cru acompanha.


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